Sérgio Aguiar aponta vagas ociosas no programa Mais Médicos no Ceará (primeiro expediente)

Sérgio Aguiar aponta vagas ociosas no programa Mais Médicos no Ceará (primeiro expediente)
9 de abril de 2019
O deputado Sérgio Aguiar (PDT) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (09/04), matéria veiculada na edição de hoje do jornal Diário do Nordeste, apontando que mais da metade das vagas do programa Mais Médicos estão ociosas no Ceará. Para o parlamentar, o Governo precisa dar uma resposta urgente à situação.

Sérgio Aguiar lembrou que o alerta sobre o problema que encerramento do contrato com os médicos estrangeiros provocaria, foi dado logo após anúncio do fim do Mais Médicos. “Muitos falavam que o programa era deturpado e havia insinuações de ligações entre os governos brasileiro e cubano, mas, desde o início, previmos que quem pagaria por isso seria o povo pobre”, disse.

Conforme matéria do DN, o Ceará oferece 1.700 vagas para cadastrados no projeto, mas 960 delas estão ociosas (56,4%). O edital de substituição dos médicos cubanos ofereceu 560 vagas, contudo, somente 50 foram preenchidas. Outras 450 precisam de reposição, devido o fim do contrato com os profissionais médicos, que ainda aguardam edital de substituição há um ano e meio.

Sérgio Aguiar observou que os médicos cubanos saíram do programa há quatro meses. “O quadro é grave e preocupante, pois os moradores das localidades mais isoladas do serão se encontram sem assistência médica desde então. Uma medida urgente deve ser tomada”, acrescentou.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PR) justificou que a falta de médicos se deve ao tratamento recebido pelos profissionais. Ela informou que irá propor um novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos ao Ministério da Saúde, e considerou que “saúde é importante, mas o profissional deve ser levado à sério e receber o respeito que merece”.

O deputado Moisés Braz (PT), por outro lado, concordou com Sérgio Aguiar e afirmou que, no município de Ibiapina, por exemplo, as pessoas estão sem assistência médica, desde que os cubanos foram embora. “É preciso muita coragem para reconhecer o papel que eles desempenhavam nessas localidades. Quem mais sofre com essas medidas do Governo Federal são os moradores da zona rural”, criticou.

Já o deputado Leonardo Pinheiro (PP) considerou que os médicos cubanos exerciam um papel fundamental na saúde preventiva dessas populações, e propôs que o Parlamento, com o representante da população, levasse adiante uma cobrança, junto aos governos, para a solução do problema.

 

*Da Agência Assembleia