Sérgio Aguiar denuncia perseguição a professores de Camocim

Sérgio Aguiar denuncia perseguição a professores de Camocim
6 de fevereiro de 2009

Segundo ele, a Prefeitura determinou, sem nenhuma justificativa, transferências de vários professores, auxiliares e merendeiras para escolas distantes de suas residências. Em razão disso, mais de 80% dos professores paralisaram as atividades.

Sérgio Aguiar repudiou a atitude do gestor municipal e disse que os professores estão sendo vítimas de perseguição porque não votaram no atual prefeito, que foi reeleito. O deputado relatou que essas transferências já tinham ocorrido em 2007, mas os professores, por meio da Sindicato dos Professores do Estado do Ceará/Apeoc, entraram na Justiça e ganharam a causa, com a Prefeitura Municipal de Camocim tendo sido obrigada a desfazer as transferências.

O deputado lamentou mais ainda porque, segundo ele, o prefeito participou de um debate promovido em setembro do ano passado, quando a Apeoc reuniu os candidatos à prefeitura de Camocim, e um dos compromissos assumidos na ocasião foi justamente que possíveis transferências só seriam realizadas mediante justificativa por escrito e com antecedência de 30 dias. “Qual não foi a surpresa dos professores quando se repetiram os mesmos atos pelo prefeito reeleito”, relatou.

Sérgio Aguiar informou também que, durante esse debate, o prefeito assinou um documento com os compromissos assumidos em relação aos servidores da educação, mas não permitiu que a conversa fosse filmada. “Sequer foi permitido pelo prefeito que houvesse a filmagem, talvez ele já estivesse com medo que as imagens pudessem ser utilizadas em outra oportunidade, caso seu posicionamento mudasse”, afirmou Aguiar.

O parlamentar disse que a falta de compromisso do atual prefeito com o povo de Camocim é tanta que uma das medidas adotadas foi colocar um bacharel em educação física, que deveria estar ministrando essa disciplina para alunos do ensino fundamental, para alfabetizar crianças. “É uma falta de responsabilidade para com as famílias de Camocim. Ele faz um mal não só aos professores, mas à sociedade”, lamentou.

Os deputados petistas Artur Bruno e Dedé Teixeira fizeram apartes ao pronunciamento de Sérgio Aguiar e também lamentaram a postura da gestão municipal de Camocim. Segundo Bruno, as perseguições políticas, infelizmente, ainda são comuns em municípios do Interior. “Alguns prefeitos tentam perseguir aqueles professores que apoiaram outro candidato, como se os professores não fossem cidadãos livres. Essa perseguição política é um absurdo, acabou a era da senzala, vivemos numa democracia”, destacou Bruno.

O deputado Dedé Teixeira concordou. “Não podemos admitir uma situação como essas em pleno século XXI”, disse, defendendo uma fiscalização maior do Ministério Público e uma punição efetiva desses maus gestores pelo Poder Judiciário.
LM

 

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
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