Sérgio Aguiar lamenta fechamento do colégio Cearense em dezembro

Sérgio Aguiar lamenta fechamento do colégio Cearense em dezembro
25 de setembro de 2007

O deputado Sérgio Aguiar (PSB) lamentou, durante pronunciamento na sessão desta terça-feira (25/09), o fechamento do colégio Cearense, anunciado através de nota oficial da entidade, publicada no final de semana nos jornais de Fortaleza. De acordo com o comunicado, as atividades do estabelecimento de ensino se encerram em 31 de dezembro deste ano.

O parlamentar informou que tem recebido e-mails e telefonemas de ex-alunos que, assim como ele, não estão conformados com o fim das atividades do colégio Cearense. Sérgio observou que além de ensinar as matérias curriculares, o colégio “formava para a vida, dentro dos princípios morais cristãos”. Porém, diante da concorrência de outras escolas privadas, que são dirigidas como negócios lucrativos, o Cearense não conseguiu se manter no mercado.

Sérgio Aguiar observou que nos anos 80, a escola chegou a contar com aproximadamente 5 mil alunos, funcionando em três turnos, desde o ensino pré-escolar até o último ano do fundamental. Hoje, por conta do Centro de Fortaleza ter perdido a sua vocação residencial, só há 549 estudantes freqüentando a escola, que foi fundada em 1913. A mesma crise já se abateu sobre o colégio Dorotéias e também o Pio X, escolas que também fecharam as portas.

Sérgio Aguiar afirmou que os ex-alunos querem fazer um movimento para reverter a situação e manter o colégio Cearense funcionando. O deputado ressaltou ainda que mesmo fechando o colégio, conforme explicou a nota, a ordem Marista continuará dirigindo a Faculdade Marista e outras escolas na periferia de Fortaleza, além de manter as escolas de Iguatu e Aracati.

Em aparte, o deputado Adahil Barreto (PR) disse que entre as poucas recordações que possui da infância está a freqüência ao pré-escolar do colégio Cearense, ao lado de seus irmãos mais novos. Ele afirmou se recordar também dos irmãos Urbano e Valentim, que dirigiram o estabelecimento, e acredita que o fechamento da escola é uma perda significativa para o setor educacional de Fortaleza, principalmente pela tradição de colégio católico.

O deputado Artur Bruno (PT) afirmou que também quer se engajar na luta pela preservação do colégio, notadamente porque teve passagem no Cearense como aluno do terceiro ano do ensino médio e como professor. Fernando Hugo (PSDB) destacou ainda o caráter de “formação de cidadania” que era passado através da educação do Cearense.
JS

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
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